Se você sente que vive cansado, sem foco, precisando de café, açúcar ou motivação para simplesmente atravessar o dia… eu preciso te dizer uma verdade: isso não é normal. E, mais importante, não é culpa sua.
Falta de energia, dificuldade de concentração, nevoeiro mental, oscilação de humor… tudo isso são sinais precoces de disfunção metabólica. É o seu corpo mostrando que não está funcionando como deveria. Na prática, isso significa que as suas células estão perdendo a capacidade de produzir energia de forma eficiente.
É exatamente isso que a Dra. Casey Means, no livro Good Energy, deixa claro: energia não é um bônus. Energia é um sinal de saúde. E a perda dessa energia não é uma falha do seu corpo, mas sim um reflexo de um ambiente que sabota diariamente o seu metabolismo.
Quando falamos de saúde metabólica, estamos falando de muito mais do que glicemia, colesterol ou peso corporal. Estamos falando da capacidade mais essencial do seu corpo: gerar energia.
Energia para pensar, se movimentar, aprender, se concentrar, produzir, amar, viver.
E essa energia nasce dentro das suas células, mais especificamente nas mitocôndrias, pequenas organelas que funcionam como usinas, convertendo os alimentos em ATP — a molécula que literalmente move cada célula do seu corpo. Quando as mitocôndrias estão funcionando bem, você sente: clareza, disposição, vitalidade, foco. Quando elas estão disfuncionais — inflamadas, sobrecarregadas ou resistentes à insulina — o que você sente é fadiga, apatia, procrastinação, falta de motivação, ansiedade e uma constante dificuldade de lidar com a vida.
O problema é que o mundo moderno é um ambiente tóxico para as suas mitocôndrias.
Somos expostos diariamente a tudo que sabota a produção de energia: alimentação ultraprocessada, picos de glicose, excesso de sedentarismo, luz artificial até tarde, privação de sono, estresse crônico, falta de conexão real com pessoas e com a natureza.
O resultado? O corpo inteiro começa a falhar. Primeiro com sinais leves: falta de disposição, perda de performance física e mental, dificuldade de se concentrar, cansaço que não melhora nem com descanso.
Depois, isso se transforma em doenças: obesidade, diabetes, síndrome metabólica, hipertensão, esteatose hepática, Alzheimer (que hoje é chamado de diabetes tipo 3), depressão, ansiedade, burnout, insônia, dores crônicas. E o mais assustador? Todas essas doenças têm a mesma raiz.
O que a medicina convencional chama de doenças diferentes — diabetes, depressão, Alzheimer, obesidade, hipertensão — são, na verdade, expressões diferentes do mesmo corpo inflamado, inflamado, desregulado e desconectado da sua biologia original.
O que parece ser azar, genética ruim ou envelhecimento é, na verdade, o seu corpo reagindo a um ambiente que nunca foi feito para ele.
Nosso corpo foi moldado ao longo de centenas de milhares de anos para um ambiente completamente diferente. Um ambiente de movimento constante, alimentação natural, luz solar durante o dia, escuridão à noite, ciclos de jejum e alimentação, conexão social real, silêncio, descanso e propósito.
O que temos hoje? Uma combinação tóxica de sedentarismo, excesso de comida ultraprocessada, luz artificial, hiperconexão digital, privação de sono, sobrecarga mental e isolamento social. É literalmente o oposto do que nosso DNA espera.
E é exatamente por isso que você está cansado. Porque seu corpo não sabe funcionar nesse ambiente moderno. Não é uma questão de força de vontade, de disciplina, de “ser fraco”. É uma questão biológica.
A boa notícia? O caminho de volta existe. E ele é mais simples do que você imagina.
Não precisa ser perfeito, nem radical. Mas precisa ser consistente. O que você precisa fazer não é buscar mais estímulo externo (mais café, mais suplementos, mais produtividade), mas sim tirar os bloqueios que estão drenando sua energia.
O caminho passa por:
- Comer comida de verdade. Vegetais, proteínas de qualidade, gorduras boas, alimentos minimamente processados. Reduzir drasticamente (ou eliminar) os ultraprocessados.
- Se movimentar todos os dias. Não precisa ser treino pesado todos os dias, mas seu corpo foi feito para andar, agachar, empurrar, puxar, carregar, se mexer.
- Dormir bem. Sono não é luxo, é pilar. E é durante o sono profundo que o corpo literalmente faz reparos celulares, limpa o cérebro, regula hormônios e restaura sua capacidade energética.
- Se expor à luz natural pela manhã e reduzir a exposição à luz artificial à noite. Isso regula seus ritmos circadianos, melhora energia, sono, humor, foco, metabolismo.
- Respirar. Ter momentos de descanso real, não só pausas de Netflix. Ficar na natureza, meditar, desacelerar, se reconectar com seu corpo e sua biologia.
- Cuidar do intestino. A saúde mitocondrial, metabólica e mental passa diretamente pela sua microbiota intestinal.
A Dra. Casey Means resume isso de forma brilhante: “Energia boa não é sorte. Energia boa é saúde metabólica.” E saúde metabólica não é sobre tratar doença. É sobre construir vitalidade antes que o corpo quebre.
Se você sente que seu corpo está pedindo socorro — seja na forma de cansaço, falta de foco, dificuldade de treinar, ansiedade ou desânimo — entenda: não é normal. Mas é reversível.
E se você quiser, eu posso te ajudar nesse caminho. Com treino, nutrição e estratégias práticas para devolver ao seu corpo o ambiente que ele foi feito para ter.
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📚 Referências científicas:
- Means C. Good Energy. Penguin Press, 2024.
- Pontzer H. Burn: The Misunderstood Science of Metabolism. Penguin Press, 2021.
- Lieberman DE. The Story of the Human Body: Evolution, Health, and Disease. Vintage, 2014.
- Kraft TS et al. The Life History of Human Foraging. Evolutionary Anthropology, 2021.
- Raison CL et al. Inflammation and Health: The Connection Between Chronic Disease and Lifestyle. JAMA Psychiatry, 2013.
- Lustig RH. Metabolical: The Lure and the Lies of Processed Food, Nutrition, and Modern Medicine. Harper Wave, 2021.
- Mattson MP. Energy Intake, Meal Frequency, and Health: A Neurobiological Perspective. Annual Review of Nutrition, 2005.




